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domingo, 15 de dezembro de 2019

Brasil abre escritório comercial em Jerusalém


O Brasil abriu um escritório comercial em Jerusalém neste domingo (15/12), na presença de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que confirmou a intenção de seu pai de transferir a embaixada do país para a Cidade Santa.

Em visita a Israel em março, o presidente do Brasil disse que a abertura em Jerusalém de um escritório da agência brasileira de promoção de comércio e investimento (Apex) seria o primeiro passo para mudar a embaixada, atualmente em Tel Aviv.

Em maio de 2018, os Estados Unidos transferiram sua embaixada para Jerusalém por decisão de Donald Trump e agora o Brasil pode seguir seus passos.

Na cerimônia de domingo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse que seu pai ainda deseja mudar a embaixada.
"Me disse que é certo, é um compromisso, vai transferir a embaixada para Jerusalém, fará isso", afirmou.
Na mesma cerimônia, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu comemorou "o compromisso do presidente Bolsonaro de abrir uma embaixada em Jerusalém no próximo ano".

O status da cidade de Jerusalém é uma das questões mais complexas do conflito israelense-palestino.

Israel ocupa Jerusalém Leste desde a guerra de 1967 e depois anexou a região, um ato que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional.

Israel considera toda a cidade como sua capital, enquanto os palestinos querem transformar Jerusalém Leste na capital do estado a que aspiram.

A maioria das embaixadas estrangeiras está localizada em Tel-Aviv, para não interferir nas negociações entre israelenses e palestinos.

"Queremos dar esse passo em Jerusalém, não apenas para o Brasil, mas como um exemplo para o resto da América Latina", disse Eduardo Bolsonaro, que também preside a Comissão de Relações Exteriores no parlamento.

sábado, 14 de dezembro de 2019

"A Netflix cuspiu na nossa cara", diz bispo sobre especial de natal do Porta dos fundos


Líder da Diocese de Palmares pediu aos fiéis que cancelem a assinatura no serviço de streaming de filmes e séries

O bispo da Diocese de Palmares, na zona da Mata sul do estado de Pernambuco, pediu aos fiéis que cancelem a assinatura do serviço de streaming de séries e filmes, Netflix. De acordo com Dom Henrique Soares da Costa, o pedido é motivado pelo especial de natal do Porta dos fundos,  "A Primeira Tentação de Cristo" lançado na plataforma durante o mês de Dezembro. 
Na obra polêmica do grupo de humor, Jesus, interpretado pelo humorista e apresentador Gregório Duvivier, chega aos 30 anos e tem uma crise existencial. Ele leva um convidado para sua festa de aniversário, o namorado Orlando (Fábio Porchat). Além das brincadeiras com a sexualidade de Jesus, o conteúdo da obra também coloca o messias cristão estudante universitário de esquerda, militante gay e fã de boy bands. A obra ainda sugere o uso de maconha por Maria e brinca com uma possível traição a José.
Segundo Dom Henrique, em nota divulgada através das redes sociais, o filme zomba da fé cristã. "A Netflix deu um bofetão no rosto de todos os cristãos; cuspiu na nossa cara, zombando da nossa fé. Certamente, instigada pela força demoníaca que tem inspirado tantos e tantos corações e mentes nestes tempos de neo-paganismo, esta empresa ofereceu na sua programação como “Especial de Natal” um filme blasfemo, vulgar e desrespeitoso para com o nosso Deus e Senhor Jesus Cristo e sarcástico com a fé de todos os cristãos", comenta.
A nota sugere ainda que os fiéis cancelem as suas assinaturas da Netflix. "O que nos resta fazer, se realmente cremos no Senhor Jesus Cristo, se O amamos, se O confessamos com Deus verdadeiro feito verdadeiro homem? Uma só coisa: atingir essa gente naquilo que realmente lhe importa: o bolso! Sim, porque o deus dessa turma é o dinheiro. Então, como Bispo da Igreja, eu exorto vivamente aos cristãos: neste Natal, proclame seu amor, sua fé, seu respeito em relação a Nosso Senhor Jesus Cristo; mostre que seu amor por Ele é real e ativo: cancele a assinatura da Netflix e lá, no menu apropriado, explique o motivo: “desrespeito por Jesus Cristo”, “desrespeito pelo cristianismo”, etc!", explica.

Veja a declaração na integra

Petição

Através da plataforma de petições online "change.org", foi criado um abaixo assinado com a intenção de retirar o material do ar. Intitulada "impedimento do filme de natal da Netflix e porta dos fundos, por ofender gravemente os cristãos", lo material tem como meta 500 mil assinaturas. Até o momento da publicação desta reportagem, a meta foi batida e chegou a 543 mil assinaturas.
#NetFlix #Diocese #ZonaDaMata #Notícias #Brasil

Mercado celebra o acordo comercial entre EUA e China


Anúncio de que as duas potências podem pôr fim à guerra comercial gera expectativa de maior crescimento da economia e provoca alta nas bolsas de valores de todo o mundo. Analistas, porém, temem efeito negativo para exportações brasileiras

As bolsas internacionais encerraram a semana em alta generalizada, embaladas pelo clima de otimismo em função da confirmação do fechamento da primeira fase de um acordo comercial entre a China e os Estados Unidos. A expectativa de que, com essa sinalização de trégua, os fluxos globais de comércio podem se estabilizar em 2020, ou mesmo crescer, animou os 
investidores. O Índice Bovespa, principal indicado da bolsa de Valores de São Paulo (B3), renovou a máxima histórica nesta sexta-feira (13/12) com alta de 0,33%, a 112.565 pontos. Durante o pregão, o indicador chegou a alcançar 112.829 pontos, em um dia de forte volatilidade e movimento de R$ 25,8 bilhões. Enquanto isso, o dólar voltou a subir, encerrando o pregão cotado a R$ 4,11 para a venda, com valorização de 0,39% sobre a véspera.

Depois de quase dois anos de guerra comercial, os EUA vão suspender o aumento de 10% para 15% na taxação sobre cerca de US$ 156 bilhões em bens chineses, medida que entraria em vigor a partir de domingo. “As tarifas de penalidades definidas para 15 de dezembro não serão cobradas pelo fato de termos feito o acordo. Começaremos as negociações sobre o acordo da segunda fase imediatamente, em vez de esperar as eleições de 2020. Este é um negócio incrível para todos”, escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais. “Eles (os chineses) concordaram em mudanças estruturais e com compras maciças de produtos agrícolas, energia, bens manufaturados, e muito mais”, completou. Segundo Trump, as tarifas de importação de 25% (sobre US$ 250 bilhões de produtos do país asiático) “permanecerão como estão, com 7,5% sobre a grande parte dos bens restantes”.

Embarques

Especialistas apontam que o valor de quanto mais a China deve importar dos Estados Unidos é um dos problemas para os exportadores brasileiros. Eles não têm dúvidas de que os embarques de produtos agrícolas do Brasil para o país asiático devem ser afetados, principalmente, os de carne e de soja, se os EUA ficarem em uma situação mais vantajosa. A China é o maior destino das exportações brasileiras e, apesar dos gargalos logísticos, o setor agrícola é competitivo globalmente.

Não à toa, as ações de um dos maiores frigoríficos nacionais, a BRF S.A, ficou em segundo lugar entre as maiores baixas na B3 nesta sexta-feira (13/12), com queda de 3,39%. As ações ordinárias (com direito a voto) da Petrobras lideraram a lista ao recuarem 3,69% depois de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciar que vai vender participação na petroleira em uma oferta em torno de R$ 24 bilhões.

Pelas estimativas do mercado, a China deve se comprometer em comprar algo em torno de US$ 50 bilhões de produtos agrícolas norte-americanos. Pelas contas de José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o setor agrícola nacional poderá deixar de vender US$ 30 bilhões para os chineses, em produtos como carne, soja, milho, suco de laranja e açúcar. “Os Estados Unidos passarão a concorrer com o Brasil. Com isso, infelizmente, o país será prejudicado, e nenhuma nação conseguirá reclamar desse acordo na OMC (Organização Mundial do Comércio), porque o órgão está perdendo musculatura”, lamentou Castro. Segundo ele, a OMC está deixando de beneficiar os pequenos, porque ninguém quer brigar com os EUA.

Boa notícia

A doutora em economia Lia Valls, coordenadora de Estudos de Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), lembrou que, nesses quase dois anos de conflito entre EUA e China, o Brasil acabou sendo beneficiado, mas agora o efeito será contrário. “A China compra muita soja e a boa notícia é que os EUA não são capazes de atender toda a demanda chinesa, principalmente, se houver um aumento na procura pelo produto”, destacou. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques brasileiros para a China somaram US$ 57,6 bilhões, 2,07% a menos do que no ano passado. A soja respondeu por 34% do total exportado.
O economista Alberto Ramos, diretor do Goldman Sachs, acredita, no entanto, que o acordo será positivo para o Brasil. “A redução do clima de incerteza vai melhorar o fluxo de comércio global e todos vão ganhar. O Brasil, por exemplo, vai poder exportar commodities para outros países aos quais os EUA deixarão de vender para atender à demanda chinesa”, explicou.

IBC-Br mostra crescimento lento

O IBC-Br, índice do Banco Central que é considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,17% em outubro ante o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Embora tenha tido desaceleração em relação a setembro, quando avançou 0,48%, este foi o terceiro resultado positivo consecutivo do indicador. Em relação ao mesmo mês de 2018, a expansão foi de 2,13%. O acumulado nos 10 primeiros meses do ano está em 0,95%. Para o economista Lauro Chaves Neto, conselheiro do Cofecon e pós-doutor em desenvolvimento regional pela Universidade de Barcelona, o IBC-Br mostra a retomada econômica em ritmo ainda lento. “O resultado confirma a tendência de recuperação, porém mostra que continua muito lenta e insuficiente para as necessidades da nossa economia”, disse.